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Criatividade é a inteligência se divertindo

  • Foto do escritor: Pris Lo
    Pris Lo
  • 31 de ago. de 2023
  • 3 min de leitura

Afinal de contas, qualquer um pode ser inteligente e criativo?

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Fiz essa obra em setembro de 2022, inspirada nessa frase que geralmente é atribuída erroneamente a #AlbertEinstein. A citação original "Talvez a imaginação seja apenas a inteligência se divertindo" pertence a George Scialabba, e foi posteriormente modificada, substituindo "imaginação" por "criatividade".

Mas independentemente de quem a tenha dito ou escrito, essa citação é um bom ponto de partida para uma reflexão sobre a relação entre criatividade e inteligência.


Semana passada fiz uma enquete nos stories perguntando sobre o que as pessoas sabem sobre QI (quociente de inteligência) e se já fizeram testes pra saber qual é o seu nível de inteligência. Fiz isso porque queria chamar atenção para esse tema, e relacionar ele com outro tema que venho pesquisando há anos: a criatividade.


Ao longo do tempo, muitos estudos foram desenvolvidos para entender melhor o que é a inteligência, como ela se manifesta e como poderíamos de alguma forma “medi-la”.


Foi daí que surgiram os testes de QI. Essa e outras padronizações foram, aos poucos, construindo uma ideia de que a inteligência seria algo pertencente a uma minoria superdesenvolvida, que era boa em matemática e escrita.


O objetivo era medir os níveis de habilidade dos alunos para saber como ajudar aqueles que não se saíssem tão bem. Mas aos poucos, seu significado foi se deturpando, até virar um mero atestado de gênio ou… o oposto de gênio.


Em 1950 J. P. Guilford, em seu discurso de posse da presidência da APA (American Psychiatric Association), convocou os pesquisadores a explorarem mais o conceito de criatividade.


Em seus estudos, Guilford propôs uma teoria que descreve que a inteligência humana se baseia em operações, conteúdos e produtos, podendo gerar 120 estruturas diferentes de pensamento. Entre elas, estaria o pensamento divergente, onde se encontraria a criatividade.


Os estudos de Guilford influenciaram diversos pesquisadores da criatividade, incluindo Paul Torrance, que é reconhecido como o “pai” dessa área.


Partindo para a década de 1980, chegamos a um ponto de inflexão: os estudos começaram a questionar a eficácia dos diversos métodos padronizados de compreender a inteligência.


Uma das teorias que mais marcou a mudança da interpretação sobre a inteligência foi apresentada por Howard Gardner: a Teoria das Inteligências Múltiplas (TIM).


Gardner propôs que a inteligência não é uma coisa só, mas “um potencial para diversos tipos de exigências sociais e profissionais”. Inicialmente, apresentou 7 tipos de inteligência e hoje considera formalmente 9:


1 - Inteligência Lingüística

2 - Inteligência Lógico-matemática

3 - Inteligência Espacial

4 - Inteligência Corporal-cinestésica

5 - Inteligência Musical

6 - Inteligência Interpessoal

7 - Inteligência Intrapessoal

8 - Inteligência Naturalista

9 – Inteligência Existencial


Aos poucos, esse conceito foi sendo compreendido como algo que vai além de um atributo pessoal, buscando compreender a influência dos aspectos sociais no processo criativo, outros aspectos, como motivação e personalidade também entraram em análise, além das relações entre cultura, ambiente e indivíduo.


Os mitos que construíram a ideia da pessoa “inteligente” e da pessoa “criativa” são muito próximos.


As pesquisas passaram por caminhos muito parecidos até desenvolverem visões mais amplas, que abrangem os conceitos de criatividade e inteligência de um modo mais próximo ao que se observa no mundo real.


Por muito tempo, essas ideias foram reforçadas, republicadas, reanalisadas, reaplicadas, até se tornarem algo muito enraizado, difícil de desconstruir.


O problema dos mitos é que eles tentam facilitar a interpretação sobre algo, podando aquilo que é difícil de entender e fazendo o conteúdo caber em uma explicação simples: “Fulano consegue fazer isso melhor porque sua inteligência é superior”.


O que quero dizer aqui é o que eu digo nas minhas oficinas:
existem diversos tipos de inteligências e todo mundo é criativo.

Tanto a inteligência, o QI e a criatividade podem ser trabalhadas para serem mais potentes e ativos.


E essa é uma missão que abracei com muito amor, ajudar as pessoas a serem mais criativas e por consequência, mais inteligentes, através da arte.


Se quiser saber mais sobre a minha oficina Collage Ativa, clique aqui.






Fontes do texto:





Isadora Tonet (Estúdio Lumina)

GARDNER, Howard E. Multiple intelligences: New horizons in theory and practice. Basic books, 2008.

ASHTON, Kevin. A história secreta da criatividade. Sextante, 2016.

NEVES-PEREIRA, Monica Souza; FLEITH, Denise de Souza (orgs). Teorias da criatividade. Alínea, 2020.



 
 
 

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